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domingo, 2 de setembro de 2018

Do Império Otomano à República da Turquia

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O Tratado de sèvres (1920) dividirá o Império entre os vencedores da primeira guerra mundial e alguns grupos que viviam em solo Otomano como Armênios e Curdos. No caso da Grécia estará diante de um antigo sonho de reconquistar Istambul (Constantinopla), mas a área de ligação da Anatólia com a Europa estará sob comando internacional, assim como o restante do império que continuará a existir, mas sem notável influência turca, mas sim uma total dominação inglesa e francesa.

Império pós tratado de Sèvres
Não era interessante acabar com o Império no momento, tendo em vista sua capacidade política, além da afinidade cultural com os países de maioria muçulmana. Para muitos especialistas é o começo dos principais problemas que temos no oriente médio até os dias atuais. De acordo com Asher Susser, PHD e professor da universidade de Tel Aviv, criou-se países antes de nações, gerando assim uma profunda crise de identidade e ampla dominação dos países ocidentais.

Descontentes com os novos líderes do império, principalmente depois que assinaram o tratado de Sèvres, as forças nacionalistas turcas começam a se mobilizar, em contrapartida em 1919 a Grécia, apoiada por França, Inglaterra e Armênia começam a invadir o decadente império, rumo a Istambul, começando assim a guerra da libertação turca. A Grécia dormirá em 1919 sonhando com a volta de “Constantinopla” e três anos depois despertará com uma das derrotas mais humilhantes do século XX.

A guerra terá os nacionalistas turcos, liderados por Mustafá Kemal (homem que depois será chamado de pai dos turcos (Atatürk) e considerado um gênio militar, era profundo conhecedor da área atacada pela Grécia, onde por toda a vida militar defendeu dos países ocidentais) apoiados pela Rússia em troca de territórios nos Balcãs, contra o Império Otomano, Grécia, Armênia, França e Reino Unido. A esmagadora vitória turca virá fazendo uso de táticas de guerrilha, além de com uma ótica do estudo de Raporport¹, usando também táticas de terrorismo, tendo em vista os repetitivos massacres (também chamados de genocídios) a civis gregos e armênios.

Após a vitória turca (1923), foi assinado o tratado de lausanne, recuperando grade parte da Anatólia e no mesmo ano foi criada a república da Turquia que teve como o primeiro baskan², Mustafa Kemal. Com o nascimento da República, grande parte dos hábitos e valores otomanos vão se perdendo, o respeito a população multiétnica do país foi a primeira delas, principalmente se esses povos foram um dos responsáveis pela queda do antigo império como Grécia e Armênia.

O começo do sentimento de “ser turco”(nacionalismo da população), é sanguinário, além dos 250 mil civis gregos e Armênios (500 mil civis) mortos na guerra da libertação, mais de 1.5 milhão de Gregos serão violentamente expulsos da Turquia, além do não reconhecimento dos territórios curdos. O caso mais lembrado é o genocídio Armênio, onde cerca de 1.5 milhão de pessoas foram executadas por ajudar o império Russo na guerra Russo-Otomana em 1915 .

1 - David C. Rapoport, Four waves of terrorism
2 - Baskan no idioma turco significa presidente

terça-feira, 28 de agosto de 2018

PKK, Estado Unidos e o processo de Astana

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Tendo em vista o descaso das Nações Unidas* no caso dos refugiados sírios e dos aliados da Otan, em especial a "traição" dos Estados Unidos devido ao suporte aéreo dado a supostos grupos terroristas, separatistas curdos, inimigos há décadas da Turquia. Em um clima de cada vez mais afastamento dos aliados ocidentais, além da baixa expectativa de sucesso das nações unidas, criou-se em 2016 o processo de Astana.

Em poucas palavras, o processo de Astana é organizado com a Turquia sendo responsável por supervisionar os opositores de Assad e o Irã/Rússia as forças do governo, a ideia foi criar zonas de desescalada, onde todo o armamento é retirado. Mesmo que haja paz zona por zona, ou seja, um processo extremamente lento, tem tido resultados satisfatórios.

Fique esperto, quando estamos falando de OTAN e EUA estamos basicamente falando de aliados do arco sunita, ou seja, reafirmando sua visão anti-xiita, logo anti-Assad. No processo de Astana os dois lados entram em um diálogo com duas das três potências da região. Importante notar que: O Irã é o líder natural Xiita e a Turquia concentra cerca de 20 milhões de curdos (maioria sunita), além da ligação histórica com o Império Otomano.


Imagem da Internet

Antes disso, houve em 2014 a entrada os Estados Unidas na guerra, com a uma considerável ajuda deles o Estado Islâmico perdeu grande parte de seu território, mas as suas alianças curdas darão conta de desestabilizar sua relação com a Turquia. Hoje, a Síria está basicamente dividida entre o governo da Síria e o PKK/YPG (curdos sírios e turcos), grupos de quem há mais de trinta anos a Turquia vem sofrendo ataques e mesmo assim os Estados Unidos deram suporte militar a eles com a desculpa de combater o Estado Islâmico.

The terror group, backed by U.S. air support, increased its occupation in Syria from 51,379 to 45,967 square kilometers, boosting its area of dominance from 25 percent to 27.7 percent. Anadolu

Nem mesmo irei entrar no mérito se o PKK/YPK é ou não um grupo terrorista, mas, como um membro de suma importância para a Otan, que os classifica como terroristas; a ajuda dos Americanos como demonstrado no vídeo acima gerou um sentimento de "traição" por parte da Turquia.

NATO Secretary-General Jaap de Hoop Scheffer said on Monday in Ankara that the Kurdish Workers' Party (PKK) was certainly a terrorist organization.
De Hoop Scheffer, who is currently paying a working visit to Ankara, made the remarks at a news conference after his meeting with Turkish Prime Minister Recep Tayyip Erdogan. People
A figura de dois "inimigos dos EUA" aparecem fortemente ao lado da Turquia: A Rússia e Irã, que nos faz lembrar do chamado "Neo-Otomantismo", onde a turquia muda seu posicionamento de coadjuvante na Europa para tornar-se um gigante no oriente médio, essa prática parece ter suas primeiras consequências, que do ponto de vista geo-político é uma grande perda para o Ocidente, mas um extraordinário ganho para o arco xiita e aliados, tendo em vista que uma provável saída da Turquia da Otan ganha cada vez mais força, tendo em vista que o país da anatólia continuará a combater o PKK, lembrando que recentemente ouve uma batalha que cuminol com o domínio de grande parte do território Sírio de Afrin por parte do exército Turco, sinalizando que o processo de Astana é muito mais do que apenas uma reunião e sim a mudança de posicionamento de um país nas relações internacionais, a patética guerra econômica Turco-Americana é um exemplo disso.
Em 20 de janeiro, a Turquia lançou a operação militar Ramo de Oliveira contra os curdos na região síria de Afrin, visando "limpar" a fronteira turca das Unidades de Proteção Popular curdas (YPG). Ancara afirma que as YPG estão ligadas ao PKK, considerado como organização terrorista na TurquiaSputnik

*A ONU tem diversos projetos para a paz na Síria como o tratado de genebra, mas para os países do processo de Astana não é o suficiente, porém isso poderá mudar nas próximas rodadas que possivelmente terá um representando das Nações Unidas. Anadolu

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Communication and terrorism: The fear of hand given

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1.1 An example (Mumbai attacks)


The only terrorist that was  captured alive, his name was Mohammed Ajmal Amir Kasab, 22, and he was sentenced to death by court in India, accused of murders, acts of war against India and terrorism. He was hanged on November 21, 2012.
Taj Hotel, 2008


1.2 Why is this an act of terrorism?


The terrorists did not kill the number of people that they could in the building, in my point of view they waited the media come to promote their "point of view", It is important to say that in the building was many important people of Europe Union and United States, if was just a group of assassins, they would murdered the most people as they could until their death. I can give an example: The Columbine massacre.

“Two teenagers in black trench coats laughed and hooted as they opened fire on classmates in their suburban Denver high school, killing 16 people, including themselves, in the deadliest U.S. school rampage on record.
Eric Harris (18) and Dylan Klebold (17) marched into the library of Columbine High School yesterday with guns and pipe bombs, demanding, "All jocks stand up. We're going to kill every one of you," said student Aaron Cohn.” The guardian

The communication has given to Islamic State the tool to recruit their "soldiers", there's a book that explains the strategy called: "In the Skin of a Jihadist: A Young Journalist Enters the Isis Recruitment Network by ANNA ERELLE", using just computers software as Skype and Facebook she knows a rich handsome man and terrorist who he has promised a perfect life in Syria. The journalist who wrote this book started the investigation after a European woman marry a terrorist and gave him children who possibly going to be terrorist like their father.

1.3 Terrorism and International Relations

It is important to analysis the international system, if you are small and has no importance to the others you are not heard, the North Korea is the perfect example, this poor and non-democratically country has much more importance to all of us because the act of be a nuclear country and then, be a dangers to the world gave the power of communication and North Korea was finally heard.

1.4 Communication

The most important is the communication, because the terrorism is much more than death or fear how can I explain the fear without media. The fear is what we always feel, but if that fear are sharing with lots of people around of the world this fear transform itself in terrorism in many cases, let's talk about the Islamic State, if there was no media could they spread to many fear to world?, absolutely not. They only would be people who has decapitated Non-Islamic people and possibly I myself would not know its existence.

Let us talk about communication, what kind of headline you might see if Brazil was attacked by Islamic state? It would be the same importance if would In Europe? the attack wound be noticed with the same importance if was in United States for example on Europeans news? Of course not!

In 2016 was a big natural disaster in Ecuador, more than 600 people are dead because of it, the media on Brazilian television was noticed the news about Ecuador for just 2 days, but every day they are talking about Donald Trump and his “inexpressive” wife or Macron and your perfectly policy, That’s mean, depended where the attack has done the media choose what is important or not.

1.5 Conclusion

Summary: the key is the communication, without it the terrorism loses its power of influence that gives their soldiers and the power of spread violence and fear under the world. The communication has the power to conclude that 6932 deaths in Iraq or 4886 deaths in Nigeria do not have the same importance of the 34 deaths in United States in 2016.